Bom dia, Kiev
Introducao:Visitar o leste europeu é um plano constante desde que eu passei a ser amigo de Evgeny K. Ele vem da Rússia, e volta e meia fala do seu país com muito orgulho, amor e uma certa nostalgia. Por várias razoes ir a Sao Petersburgo nao foi possível esse ano, entao acabei escolhendo Kiev. Essa nao é a primeira vez que eu piso na parte leste da Europa, porém é a primeira oportunidade que eu pensei em registrar.
Quando eu penso na Ucrania lembro do local onde Clarice Lispector nasceu: Chechelnyk, pequena cidade situada na regiao de Vinnytsia. Lembro de algumas colegas de faculdade que vinheram de lá e que eram muito inteligentes e simpáticas. Me vem a mente °Contos de Odessa°, de Isaac Bábel, quem eu pouco li. Para além disso, sobre a Ucrania, só as notícias recentes dos conflitos com a Rússia pela área da Crimeia.
Chegar na Ucrania:
Boryspil (KPB) é o aeroporto internacional do país. É possível chegar a Kiev também por meio de trem mas a situacao dos trilhos no leste europeu torna a viagem um tanto longa. Ao mesmo tempo, deve-se levar em conta que a Ucrania é um país extenso, comparando a outros países como Eslováquia, Hungria e Moldávia, que estao na fronteira.
Sobre a imigracao, tudo correu bem: o agente perguntou educadamente se era a primeira vez ali, carimbou o passaporte e disse "bem vindo a Ucrania".
A próxima etapa é trocar dinheiro e conseguir informacoes de como chegar ao centro. Aparentemente é mais vantajoso usar as casas de cambio do aeroporto. Andando pela cidade, percebi que a cotacao estava mais baixa. Sobre como se situar, há um guiche de informacao próximo ao portao de saída. A funcionária conseguia se comunicar em ingles.
Ir para centro de Kiev exige paciencia. O aeroporto está localizado numa área distante e a viagem pode levar mais de uma hora. Os meios de transporte oferecidos sao táxi ou onibus. A passagem desse último custa 100 grívnias (a moeda local). O mesmo percurso de carro privado pode custar o triplo. O onibus deixa os passageiros na estacao central. A partir dai, deve-se pegar um metro para o destino desejado --no meu caso, Maidan, próximo ao monumento mais popular da cidade, e ao mesmo tempo, bem próximo, palco dos conflitos ocorridos em 2014. A estacao central é um pouco caótica. A estrutura nao é das melhores e, infelizmente, poucas informacoes estao em ingles, ou até mesmo no alfabeto latino. É necessário se acostumar ao alfabeto cirílico. Dois passageiros locais foram bastante simpáticos e tentaram explicar a rota que eu deveria fazer. Uma falava em ingles, outro falava na língua local e apontava para as direções no placar. Ambos foram úteis. Tudo é bem analógico e isso dá a sensacao que estamos nos anos 80.
Entretenimento:
Para além das caminhadas pelo centro, Kiev nao pareceu ser uma cidade com muitas atracoes culturais diversificadas. A ópera apresentava Iolanta, de Tschaikovsky, e no dia seguinte o balé Giselle. Algo bem focado no turista curioso mesmo. Tudo muito simples. O teatro, no entanto, impressionava: renovado no estilo que parecia original. Um interior imponente. No sábado, depois de andar por vielas escuras e ruas com pouca gente a procura de uma boate gay (Pomada) que constava no guia, parecia que ela já nao existia mais naquele endereco. Quem sabe fechou por causa da política nada permissiva em relacao à homossexulidade no país, e no leste europeu, como um todo, especialmente após a Rússia banir qualquer discussao pública sobre o tema, sob o pretexto de evitar influencia negativa entre os jovens...
Havia, por outro lado, muitos clubes de strippers, bares, pubs, alguns abertos 24 horas.
Quando eu penso na Ucrania lembro do local onde Clarice Lispector nasceu: Chechelnyk, pequena cidade situada na regiao de Vinnytsia. Lembro de algumas colegas de faculdade que vinheram de lá e que eram muito inteligentes e simpáticas. Me vem a mente °Contos de Odessa°, de Isaac Bábel, quem eu pouco li. Para além disso, sobre a Ucrania, só as notícias recentes dos conflitos com a Rússia pela área da Crimeia.
Chegar na Ucrania:
Boryspil (KPB) é o aeroporto internacional do país. É possível chegar a Kiev também por meio de trem mas a situacao dos trilhos no leste europeu torna a viagem um tanto longa. Ao mesmo tempo, deve-se levar em conta que a Ucrania é um país extenso, comparando a outros países como Eslováquia, Hungria e Moldávia, que estao na fronteira.
Sobre a imigracao, tudo correu bem: o agente perguntou educadamente se era a primeira vez ali, carimbou o passaporte e disse "bem vindo a Ucrania".
A próxima etapa é trocar dinheiro e conseguir informacoes de como chegar ao centro. Aparentemente é mais vantajoso usar as casas de cambio do aeroporto. Andando pela cidade, percebi que a cotacao estava mais baixa. Sobre como se situar, há um guiche de informacao próximo ao portao de saída. A funcionária conseguia se comunicar em ingles.
Ir para centro de Kiev exige paciencia. O aeroporto está localizado numa área distante e a viagem pode levar mais de uma hora. Os meios de transporte oferecidos sao táxi ou onibus. A passagem desse último custa 100 grívnias (a moeda local). O mesmo percurso de carro privado pode custar o triplo. O onibus deixa os passageiros na estacao central. A partir dai, deve-se pegar um metro para o destino desejado --no meu caso, Maidan, próximo ao monumento mais popular da cidade, e ao mesmo tempo, bem próximo, palco dos conflitos ocorridos em 2014. A estacao central é um pouco caótica. A estrutura nao é das melhores e, infelizmente, poucas informacoes estao em ingles, ou até mesmo no alfabeto latino. É necessário se acostumar ao alfabeto cirílico. Dois passageiros locais foram bastante simpáticos e tentaram explicar a rota que eu deveria fazer. Uma falava em ingles, outro falava na língua local e apontava para as direções no placar. Ambos foram úteis. Tudo é bem analógico e isso dá a sensacao que estamos nos anos 80.
Entretenimento:
Para além das caminhadas pelo centro, Kiev nao pareceu ser uma cidade com muitas atracoes culturais diversificadas. A ópera apresentava Iolanta, de Tschaikovsky, e no dia seguinte o balé Giselle. Algo bem focado no turista curioso mesmo. Tudo muito simples. O teatro, no entanto, impressionava: renovado no estilo que parecia original. Um interior imponente. No sábado, depois de andar por vielas escuras e ruas com pouca gente a procura de uma boate gay (Pomada) que constava no guia, parecia que ela já nao existia mais naquele endereco. Quem sabe fechou por causa da política nada permissiva em relacao à homossexulidade no país, e no leste europeu, como um todo, especialmente após a Rússia banir qualquer discussao pública sobre o tema, sob o pretexto de evitar influencia negativa entre os jovens...
Havia, por outro lado, muitos clubes de strippers, bares, pubs, alguns abertos 24 horas.
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